Portugal
fez um esforço enorme de qualificação da sua população nas últimas décadas.
Hoje continuamos no geral a ter uma sociedade pouco qualificada e na cauda da
Europa mas que fez enormes progressos. Temos mais jovens qualificados mas que
ainda são muito menos dos que o universo de
jovens em idade de estudar no Ensino Superior. Mas para além da questão da
democratização do acesso e das expectativas sobre ao Ensino Superior, nestes
tempos de transformação acelerada vale a pena pensar o que está a acontecer aos
jovens diplomados em Portugal. Os dados oficiais escondem uma parte
considerável da realidade. Os dados do antigo GPEARI e da actual DGEEC que as
universidades divulgam, apenas contabilizam no "desemprego dos diplomados" os
jovens que se encontram inscritos nos centros de emprego. Como se percebe,
estes são muito menos que o universo geral de diplomados realmente em situação de desemprego. E de facto, das catorze
universidades públicas portuguesas apenas sete delas aplicam inquéritos
próprios sobre o percurso dos seus diplomados. Vejamos desses inquéritos, a
título de exemplo, o que tem acontecido na Universidade Nova de Lisboa e na
Universidade de Évora ao nível do emprego, desemprego e adequação do trabalho à
formação nos últimos anos.
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| Fig1: Situação perante a atividade dos licenciados da UNL Fonte: OBIPNOVA |




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