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17 dezembro 2014
PARABÉNS NUNO CRATO | NUNCA ESTIVEMOS TÃO MAL NA EDUCAÇÃO E NA CIÊNCIA
Na manhã desta quarta-feira, Nuno Crato discursava no ISEG, numa conferência sobre Inovação e Ciência, quando foi interrompido por estudantes e investigadores que lhe queriam dar os Parabéns, pois «nunca estivemos tão mal na Ciência e na Educação».
Vídeo aqui.
Comunicado divulgado na acção:
PARABÉNS NUNO CRATO | NUNCA ESTIVEMOS TÃO MAL NA EDUCAÇÃO E NA CIÊNCIA
O Horizonte 2020 é o Programa-Quadro comunitário destinado ao apoio da investigação e da inovação entre 2014-2020. Escrito no contexto da crise económica e claramente influenciado pela agenda política neoliberal, de tom eurocêntrico, este programa apoia-se nos argumentos dos programas de austeridade e no aumento da eficiência e da competitividade para justificar uma substancial reorientação de fundos para o plano tecnológico e uma preocupante e perigosa desvalorização quer da investigação fundamental, quer da curiosity driven research!
Cumpre denunciar que a concretização do Horizonte 2020 agravará a já em curso reconfiguração do sistema público de ensino e investigação científica. O interesse é produzir bens negociáveis para ganho financeiro e não pensamento ou conhecimento. Além disso, o critério nubloso da “excelência”, que preside a qualquer avaliação, servirá para escapar a soluções distributivas e sustentáveis e exponenciará a elitização quer da investigação, quer do ensino.
18 agosto 2014
A juventude e o abismo do futuro
Os tempos que vivemos são negros e não afiguram qualquer sinal de retoma. Pelo contrário: tudo indica que o nosso futuro imediato será uma acelerada corrida para o abismo. O espírito da austeridade infiltrou-se em todos os domínios das políticas sociais, económicas e culturais e o seu resultado é um país à beira do desastre coletivo. Com a evidente exceção dos mais ricos entre os mais ricos, que viram os seus rendimentos aumentar, toda a sociedade ficou mais pobre nestes anos de sacrifícios. Mas no caso dos jovens essa realidade tem ganho contornos assustadores. Há mais estudantes expulsos das universidades por razões económicas, o desemprego jovem e de jovens com formação superior não pára de aumentar, a emigração forçada já constitui um marco de uma geração e a precariedade tornou-se um modo de vida imposto por esta agenda ideológica de radical ataque sobre a sociedade.
O governo e os seus papagaios-comentadores têm-se esforçado por criar na sociedade a ideia de que os sacrifícios valeram a pena e que finalmente o país caminha para uma sustentável perspetiva de crescimento e progresso. O esforço de todos esses ilustres burocratas é meritório, mas todos os dados indicam o contrário. No caso da juventude, os dados divulgados pelo INE esta semana são muito claros: um em cada quatro jovens estão em risco de pobreza e vivem em famílias pobres; temos menos 500 mil jovens no país desde 2001; 41,6 % dos jovens entre 25 e 29 anos ainda vivem em casa dos pais; o desemprego jovem representa o dobro do desemprego geral, cifrando-se em 26,3 %; a média salarial dos jovens empregados situa-se nos míseros 607 euros.
Os dados são terríveis para o nosso futuro mas, como se costuma dizer, a procissão ainda vai no adro. Perante esta realidade, um governo decente investiria mais na educação dos seus jovens e na criação de emprego qualificado e com direitos que permitisse que estes tivessem capacidade e autonomia para decidir viver em Portugal. Mas as notícias desta semana são outro desastre desse ponto de vista: o governo vai insistir na razia, cortando mais 14 milhões de euros às universidades e politécnicos.
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