
"Nos primeiros tempos não havia tempo para pensar com muita profundidade o que se estava a fazer: era só uma certa intuição, talvez também uma certa dose de teimosia e perseverança”. Assim lembra António Vasco de Mello, referindo-se à criação da Associação Industrial Portuguesa (AIP) escassos dias após o 25 de Abril de 1974.
O pensamento e ação da burguesia portuguesa na voragem militar e popular que aniquilou o marcelismo resultaram, como sabemos, numa derrota em curto prazo. A aposta perdida de Spínola e a polarização no seio do MFA, reflexo da agudização de contradições sob a crescente pressão popular, ditaram o novo cenário.
As três maiores dinastias da burguesia portuguesa, Mello, Champalimaud e Espírito Santo, perante uma cúpula política incapaz de organizar a defesa da classe, partiam para o exílio. Para compreender o regresso e a reconquista de Vasco de Mello, que viveu o desterro suíço com o seu pai, José de Mello, é necessária mais atenção à complexa dinâmica social e histórica do que à “teimosia” do burguês.
O pensamento e ação da burguesia portuguesa na voragem militar e popular que aniquilou o marcelismo resultaram, como sabemos, numa derrota em curto prazo. A aposta perdida de Spínola e a polarização no seio do MFA, reflexo da agudização de contradições sob a crescente pressão popular, ditaram o novo cenário.
As três maiores dinastias da burguesia portuguesa, Mello, Champalimaud e Espírito Santo, perante uma cúpula política incapaz de organizar a defesa da classe, partiam para o exílio. Para compreender o regresso e a reconquista de Vasco de Mello, que viveu o desterro suíço com o seu pai, José de Mello, é necessária mais atenção à complexa dinâmica social e histórica do que à “teimosia” do burguês.




