Quem comprou um Chevrolet Cobalt pode ter passado por uma experiência assustadora, senão mortal. Um defeito na ignição faz com que o carro se possa desligar em pleno andamento, desligando o sistema elétrico e tudo o que depende dele, incluindo o airbag.
Aparentemente estamos perante um
caso de incúria e desmazelo da parte da General Motors, com
consequências graves. Mas a situação é bem pior que essa. Na realidade, a
General Motors já tinha conhecimento do problema há mais de uma década,
mas escolheu não dizer nada, apesar de admitir hoje que é possível que
pelo menos treze pessoas tenham morrido graças à sua escolha.
Nas contas que a General Motors fez, o custo de avisar os seus clientes de uma falha grave num carro que comercializa e de proceder a uma reparação pequena é inferior ao custo de não fazer nada e enfrentar a justiça no futuro. A multa de 35 milhões de dólares que foi condenada a pagar pelo seu crime não vai fazer mossa nos lucros da empresa. Dentro da lógica capitalista, vale menos que as vidas perdidas à custa de um crime premeditado.
Nas contas que a General Motors fez, o custo de avisar os seus clientes de uma falha grave num carro que comercializa e de proceder a uma reparação pequena é inferior ao custo de não fazer nada e enfrentar a justiça no futuro. A multa de 35 milhões de dólares que foi condenada a pagar pelo seu crime não vai fazer mossa nos lucros da empresa. Dentro da lógica capitalista, vale menos que as vidas perdidas à custa de um crime premeditado.







