Ontem fez um ano do encerramento do canal público de televisão e rádio grego ERT. Frente ao edifício do antigo canal juntaram-se milhares de pessoas e escutaram-se os discursos das várias forças políticas que têm estado desde o primeiro momento junto dos e das trabalhadoras em defesa de uma informação livre, democrática e pública. A. Tsipras, do Syriza, no seu discurso afirmou que esta luta, como tantas outras, não foi nem será em vão e que a mudança política dará voz a todas as lutas.
12 junho 2014
Um ano após o encerramento da ERT volta-se às ruas
Ontem fez um ano do encerramento do canal público de televisão e rádio grego ERT. Frente ao edifício do antigo canal juntaram-se milhares de pessoas e escutaram-se os discursos das várias forças políticas que têm estado desde o primeiro momento junto dos e das trabalhadoras em defesa de uma informação livre, democrática e pública. A. Tsipras, do Syriza, no seu discurso afirmou que esta luta, como tantas outras, não foi nem será em vão e que a mudança política dará voz a todas as lutas.
10 junho 2014
Solidariedade contra a austeridade: o exemplo da saúde na Grécia
Recentemente
tive a oportunidade de visitar a clínica e farmácia social no
município de Helleniko, um subúrbio de Atenas. Situada nos terrenos do antigo
aeroporto, encerrado em 2001, esta clínica
(em inglês) funciona desde Dezembro de 2011 para enfrentar as
políticas de austeridade que excluem uma parte importante da população
aos cuidados de saúde. Mas mais que responder à emergência social,
iniciativas como estas são uma resposta cidadã, coletiva e
solidária de denúncia quotidiana das políticas do governo responsáveis por esta exclusão, bem como de mobilização social para resgatar este direito e
lutar por um sistema nacional de saúde para todos e todas. Como referiu um médico
voluntário, esta clínica não existe para ajudar o
governo mas, pelo contrário, para expor os resultados das suas
políticas e lutar por uma saúde pública, universal e de qualidade.
É, por isso, que iniciativas de solidariedade como esta têm
recebido hostilidade por parte do governo que tenta por vários meios
acabar com elas.
09 junho 2014
Europa à Beira do Abismo
Europa à Beira do Abismo é um livro sobre a crise coordenado por Tony Phillips, com artigos de Roberto Lavagna, Christina Laskaridis, Tony Phillips, Mariana Mortágua, Anzhela Knyazeva, Diana Knyazeva e Joseph Stiglitz.
O lançamento em Portugal é esta 4ª feira, as 18:30 na Fundação Mário Soares.
O lançamento em Portugal é esta 4ª feira, as 18:30 na Fundação Mário Soares.
06 junho 2014
As convergências que importam: Carta às esquerdas
«Os resultados das eleições europeias de 25 de Maio convocam toda a cidadania à esquerda para uma reflexão urgente sobre o futuro de Portugal e da Europa, o aumento da abstenção e as próprias escolhas de quem se pronunciou.
Em Portugal, um dos países europeus mais atingidos pelas políticas de austeridade, a resposta social foi insuficiente para enfrentar atroika e, agora, nas eleições, a polarização à esquerda do descontentamento popular ficou aquém da gigantesca abstenção verificada. As forças da esquerda, em que o Bloco de Esquerda só atinge a eleição de uma deputada, não somam um quinto dos votos. Este tempo apela assim à reflexão sobre o futuro.
05 junho 2014
O ataque é ao TC, mas as vítimas somos nós
São os jornais que o dizem: Passos abriu guerra ao Tribunal Constitucional. O plano é antigo e o chumbo das três normas pelo TC na passada sexta-feira fez o governo e a maioria avançar para uma estratégia de blitzkrieg.
Ao longo da última semana temos ouvido e visto de tudo, desde o governo a instrumentalizar o parlamento para atacar o TC, ao líder parlamentar do PSD a desafiar os juízes do Constitucional a "não desertar" (lembremo-nos que em 2012 Luís Montenegro defendia a extinção do TC).
Ontem o Primeiro-ministro decidiu subir a parada e defender uma "melhor escolha" e "maior escrutínio" dos juízes do Tribunal Constitucional. O problema criado pelo tribunal não se "resolve acabando com o tribunal, evidentemente. Resolve-se escolhendo melhor os juízes” - disse.
O ataque deixa de ser ao TC, mas sim aos juízes, tentando atirar a sua credibilidade para a lama, a fim de enfraquecer a sua decisão.
O Tribunal Constitucional, o lodo e os pistoleiros de serviço
Sejamos claros: o Tribunal Constitucional é um ator político no país. E
ainda bem. A Constituição é a pedra basilar do nosso ordenamento jurídico. Ela
define os limites em que se pode exercer a política e estipula as regras mais
básicas do regime democrático. Ainda bem que a democracia portuguesa fez a
escolha política de ter uma Constituição que regula e permite balizar os
limites do poder legislativo. Foi nesse espírito que o mais recente Acórdão do
TC foi feito, mesmo depois das imensas pressões políticas que recaíram sobre os juízes. Basta
assistirmos às intervenções de Passos Coelho e Paulo Portas ou basta até lermos o
nível dos textos de António Costa do Diário Económico, para percebermos que a
pressão sobre os juízes para que não façam cumprir a lei fundamental é imensa.
Mas como Portugal ainda tem um mínimo de dignidade, os juízes foram imunes à
pressão e decidiram dizer ao país que isto ainda não é uma República das
Bananas: é um Estado de Direito de Democrático com um princípio inalienável de
separação de poderes. Mas houve quem ficasse irritado pelo facto do Tribunal
Constitucional decidir cumprir a sua função. É o caso de Miguel Cadilhe, Miguel Braz Teixeira e Ricardo Arroja. Esses arautos da
austeridade, irritados, decidiram abrir fogo.
04 junho 2014
Os "distúrbios" de Tiananmen aconteceram há 25 anos
O porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros chinês respondeu aos jornalistas que "há muito que governo chinês chegou a uma conclusão sobre os distúrbios dos anos 80", mostrando que a versão oficial do regime Chinês sobre Tiananmen é Orwelliana.
Mas 25 anos depois do massacre é preciso recordar, até porque para o PCC Tiananmen não existiu.
02 junho 2014
O preço de uma vida segundo a General Motors
Quem comprou um Chevrolet Cobalt pode ter passado por uma experiência assustadora, senão mortal. Um defeito na ignição faz com que o carro se possa desligar em pleno andamento, desligando o sistema elétrico e tudo o que depende dele, incluindo o airbag.
Aparentemente estamos perante um
caso de incúria e desmazelo da parte da General Motors, com
consequências graves. Mas a situação é bem pior que essa. Na realidade, a
General Motors já tinha conhecimento do problema há mais de uma década,
mas escolheu não dizer nada, apesar de admitir hoje que é possível que
pelo menos treze pessoas tenham morrido graças à sua escolha.
Nas contas que a General Motors fez, o custo de avisar os seus clientes de uma falha grave num carro que comercializa e de proceder a uma reparação pequena é inferior ao custo de não fazer nada e enfrentar a justiça no futuro. A multa de 35 milhões de dólares que foi condenada a pagar pelo seu crime não vai fazer mossa nos lucros da empresa. Dentro da lógica capitalista, vale menos que as vidas perdidas à custa de um crime premeditado.
Nas contas que a General Motors fez, o custo de avisar os seus clientes de uma falha grave num carro que comercializa e de proceder a uma reparação pequena é inferior ao custo de não fazer nada e enfrentar a justiça no futuro. A multa de 35 milhões de dólares que foi condenada a pagar pelo seu crime não vai fazer mossa nos lucros da empresa. Dentro da lógica capitalista, vale menos que as vidas perdidas à custa de um crime premeditado.
31 maio 2014
DN e a arte de inventar: Tsipras não apoia Junker para a comissão

Depois do Público ter dedicado um preguiçoso e mal amanhado artigo sobre o resultado esperançoso do Podemos, o DN faz fogo sobre Alexis Tsipras. Quatro dias bastaram para que se instalasse uma velhinha narrativa que tem pouco de jornalística e muito de ideológica: num contexto de crise, sobem os extremos, à direita e à esquerda, iguais em quase tudo, ambos hediondos e, por isso, alvos a abater.
Interessa pouco que o Podemos defenda uma democracia aprofundada e a nacionalização de sectores resgatados pelos salários das pessoas, enquanto o presidente honorário da Frente Nacional defenda o extermínio de africanos pelo vírus Ébola. Ou que o Syriza se apresente como o único bloco político na Europa capaz de travar os ditames da senhora Merkel - imagine-se o que serão os conselhos europeus se Tsipras for eleito Primeiro-ministro - enquanto Beppe Grillo e Nigel Farage negoceiam a criação de um grupo parlamentar populista. As manchetes impõem-se.
30 maio 2014
O que nos ensina a disputa no PS?
Nem uma semana passada das eleições europeias, os eleitores transmutaram-se em espectadores da contenda anunciada no PS. A disputa entre Costa e Seguro diz-nos muito sobre a política e o seu centro, e ainda mais sobre o que está por vir.
O poder é tudo
A candura com que os apoiantes de António Costa defendem a aniquilação de Seguro traduz-se na palavra de ordem lançada pelos seus apóstolos: ambição. A insolúvel incapacidade mediática de Seguro deve dar lugar a uma liderança forte, capaz de federar o partido para o assalto às legislativas. Esta forma de política é mais congénita do que extemporânea. Os mesmos que se passearam com Assis e Seguro pela campanha eleitoral, que assinaram o compromisso eleitoral do PS, que votaram parcimoniosamente a linha política da direção, apresentam agora a conta: 1 milhão de votos não nos bastam como poder, o que é o mesmo que dizer que importam muito pouco como tradução de um projeto programático. O desprezo pelos eleitores é o primeiro e maior resultado desta disputa.
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