Desde a baixa
Idade Média que as Universidades são um palco de luta pelo exercício e a
autoridade do poder. A gestão dos então Studium
Generale, que vieram dar origem às universidades, desde 1088 que era feita
numa relação muito ténue entre o poder eclesiástico e o poder político das
monarquias. Também na universidade moderna, que emergiu no século XIX sob
apanágio da complementaridade entre ensino e pesquisa científica, as
instituições de ensino foram sempre permeáveis ao exercício do poder político e
económico.
15 junho 2014
Ensino Superior: entre estratégias perigosas e omissões preocupantes
Plataforma de movimentos para ganhar Barcelona nas próximas eleições
Está em marcha a criação da plataforma "Guanyem Barcelona" para disputar as próximas eleições em Barcelona. A encabeçar a iniciativa está Ada Colau, uma das fundadoras e, até recentemente, porta-voz do movimento pelo direito à habitação e contra os despejos, a PAH. Hoje foi lançada a sua página web guanyembarcelona.cat. No próximo dia 26 vão apresentar publicamente a candidatura.
13 junho 2014
Há Ensino Superior a mais?
Já tive oportunidade num post anterior de demonstrar com alguma profundidade como nos últimos anos se têm introduzido um conjunto de reformas no Ensino Superior que procuram limitar a oferta de cursos e a abertura de vagas função de critérios de “empregabilidade”. Critérios absolutamente artificiais nos dados que usam e
que têm sido criticados por todos os responsáveis do setor, mas que são
absolutamente reveladores de uma clara concepção ideológica sobre o ensino superior
que condicionará toda a sua organização. Há dias saiu mais uma proposta de despacho orientador para a fixação de vagas de 2014-2015. No essencial a estratégia não
muda. Pelo contrário, é bastante agravada. O que se evidencia neste despacho?
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Prisão por participar em piquetes de greve e protestos no Estado Espanhol
Carlos e Carmen, de Granada, Espanha, foram condenados a três anos e um dia de prisão por participar num piquete informativo para a Greve Geral de 19 de Março de 2012. No passado dia 27 de Maio confirmou-se a sentença de prisão.
Este é um caso que se junta a outros no Estado Espanhol de perseguição e pressão sobre os movimentos sociais e os protestos: Carlos e Serafín de Pontevedra, Ana e Tamara, também de Pontevedra, ambos por participarem em piquetes de grave; Koldo, de Logroño, acusado a uma pena de 14 anos por distúrbios sem estar sequer no local dos acontecimentos; Miguel e Ismael, de Madrid, presos preventivos após as marchas pela dignidade de 22 de Março; 13 sindicalistas do SAT por participarem num piquete informativo em Sevilha.
12 junho 2014
John Oliver e as ameaças à neutralidade da internet
Em apenas 12 dias, este vídeo do humorista John Oliver sobre a tentativa de criação de uma internet a duas velocidades foi visto por quase 3,5 milhões no Youtube. E o apelo dirigido aos trolls da internet para irem chatear a entidade reguladora das comunicações ultrapassou todas as expetativas. O número de queixas apresentadas quase alcança as 100 mil (contrastando com as poucas dezenas relativas a outros assuntos) e o site de comentários da FCC foi abaixo pouco depois do apelo de John Oliver.
Um ano após o encerramento da ERT volta-se às ruas
Ontem fez um ano do encerramento do canal público de televisão e rádio grego ERT. Frente ao edifício do antigo canal juntaram-se milhares de pessoas e escutaram-se os discursos das várias forças políticas que têm estado desde o primeiro momento junto dos e das trabalhadoras em defesa de uma informação livre, democrática e pública. A. Tsipras, do Syriza, no seu discurso afirmou que esta luta, como tantas outras, não foi nem será em vão e que a mudança política dará voz a todas as lutas.
10 junho 2014
Solidariedade contra a austeridade: o exemplo da saúde na Grécia
Recentemente
tive a oportunidade de visitar a clínica e farmácia social no
município de Helleniko, um subúrbio de Atenas. Situada nos terrenos do antigo
aeroporto, encerrado em 2001, esta clínica
(em inglês) funciona desde Dezembro de 2011 para enfrentar as
políticas de austeridade que excluem uma parte importante da população
aos cuidados de saúde. Mas mais que responder à emergência social,
iniciativas como estas são uma resposta cidadã, coletiva e
solidária de denúncia quotidiana das políticas do governo responsáveis por esta exclusão, bem como de mobilização social para resgatar este direito e
lutar por um sistema nacional de saúde para todos e todas. Como referiu um médico
voluntário, esta clínica não existe para ajudar o
governo mas, pelo contrário, para expor os resultados das suas
políticas e lutar por uma saúde pública, universal e de qualidade.
É, por isso, que iniciativas de solidariedade como esta têm
recebido hostilidade por parte do governo que tenta por vários meios
acabar com elas.
09 junho 2014
Europa à Beira do Abismo
Europa à Beira do Abismo é um livro sobre a crise coordenado por Tony Phillips, com artigos de Roberto Lavagna, Christina Laskaridis, Tony Phillips, Mariana Mortágua, Anzhela Knyazeva, Diana Knyazeva e Joseph Stiglitz.
O lançamento em Portugal é esta 4ª feira, as 18:30 na Fundação Mário Soares.
O lançamento em Portugal é esta 4ª feira, as 18:30 na Fundação Mário Soares.
06 junho 2014
As convergências que importam: Carta às esquerdas
«Os resultados das eleições europeias de 25 de Maio convocam toda a cidadania à esquerda para uma reflexão urgente sobre o futuro de Portugal e da Europa, o aumento da abstenção e as próprias escolhas de quem se pronunciou.
Em Portugal, um dos países europeus mais atingidos pelas políticas de austeridade, a resposta social foi insuficiente para enfrentar atroika e, agora, nas eleições, a polarização à esquerda do descontentamento popular ficou aquém da gigantesca abstenção verificada. As forças da esquerda, em que o Bloco de Esquerda só atinge a eleição de uma deputada, não somam um quinto dos votos. Este tempo apela assim à reflexão sobre o futuro.
05 junho 2014
O ataque é ao TC, mas as vítimas somos nós
São os jornais que o dizem: Passos abriu guerra ao Tribunal Constitucional. O plano é antigo e o chumbo das três normas pelo TC na passada sexta-feira fez o governo e a maioria avançar para uma estratégia de blitzkrieg.
Ao longo da última semana temos ouvido e visto de tudo, desde o governo a instrumentalizar o parlamento para atacar o TC, ao líder parlamentar do PSD a desafiar os juízes do Constitucional a "não desertar" (lembremo-nos que em 2012 Luís Montenegro defendia a extinção do TC).
Ontem o Primeiro-ministro decidiu subir a parada e defender uma "melhor escolha" e "maior escrutínio" dos juízes do Tribunal Constitucional. O problema criado pelo tribunal não se "resolve acabando com o tribunal, evidentemente. Resolve-se escolhendo melhor os juízes” - disse.
O ataque deixa de ser ao TC, mas sim aos juízes, tentando atirar a sua credibilidade para a lama, a fim de enfraquecer a sua decisão.
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